A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira, 12 de maio de 2026, o projeto de lei que institui a Tabela SUS Candanga, elevando os valores pagos por procedimentos na rede pública de saúde. A iniciativa, contudo, chega tarde diante de anos de desvalorização dos profissionais e filas extensas que prejudicam usuários do sistema no Distrito Federal. O texto passou em dois turnos e agora depende da sanção do governador Ibaneis Rocha para virar lei.
Aprovação e autoria do projeto
Deputado Roosevelt Vilela (PL) apresentou a proposta, que contou com apoio de parlamentares como Dayse Amarilio (PSB) e Jorge Vianna (PSD). A medida busca aumentar a remuneração de atos médicos e exames, mas sua execução ocorrerá de forma gradual, limitada pela disponibilidade orçamentária. Profissionais e pacientes do SUS no Distrito Federal aguardam os efeitos concretos em meio a demandas reprimidas por cirurgias e atendimentos.
Essa é uma vitória para os servidores e, principalmente, para a população que depende do SUS
Dayse Amarilio
Desafios para a implementação
Embora o objetivo declarado seja valorizar servidores e reduzir esperas, a aplicação escalonada levanta dúvidas sobre o ritmo real das melhorias. O sistema público de saúde do Distrito Federal continua enfrentando pressão por recursos, e a nova tabela só surtirá efeito pleno conforme o caixa permitir. Usuários e trabalhadores permanecem atentos para que a aprovação não se limite a um anúncio sem impacto imediato na assistência diária.