terça-feira , 26 maio 2026
Início Comissão da Câmara Legislativa do DF aprova proibição da escala 6×1 em terceirizações do GDF

Comissão da Câmara Legislativa do DF aprova proibição da escala 6×1 em terceirizações do GDF

169
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Na última terça-feira, 9 de abril de 2026, a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o Projeto de Lei nº 1.036/2019, que proíbe a escala de trabalho 6×1 em contratos de terceirização de serviços do Governo do Distrito Federal (GDF). Apresentado pelo deputado Fábio Felix (Psol), o projeto visa combater práticas exaustivas que prejudicam a saúde dos trabalhadores terceirizados, como os de limpeza, vigilância e conservação, e agora segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Essa medida surge em meio a críticas crescentes sobre a exploração laboral no setor público, destacando a urgência de corrigir distorções que violam direitos constitucionais básicos.

A exploração na escala 6×1

A escala 6×1, comum em contratos de terceirização, obriga trabalhadores a laborarem seis dias seguidos com apenas um de folga, o que contraria o repouso semanal remunerado previsto na Constituição Federal. Essa prática tem sido denunciada como prejudicial à saúde física e mental, levando a exaustão e aumento de riscos de acidentes. O deputado Max Maciel (PSOL), relator do projeto, emitiu parecer favorável durante a reunião da CEOF, reforçando a necessidade de proteger os terceirizados do GDF de condições degradantes.

Muitos trabalhadores relatam fadiga crônica e impactos na vida familiar devido a essa rotina implacável, que persiste apesar de leis trabalhistas existentes. A aprovação representa um passo contra essa realidade opressiva, mas críticos apontam que a demora na tramitação reflete negligência com os direitos laborais no Distrito Federal.

Impactos e próximos passos

O projeto busca garantir que os contratos de terceirização respeitem o descanso semanal, alinhando-se a normas constitucionais e promovendo bem-estar. No entanto, a persistência dessa escala até agora expõe falhas no sistema de fiscalização do GDF, onde empresas terceirizadas exploram brechas para maximizar lucros às custas da saúde dos empregados.

Essa escala é exaustiva e prejudicial à saúde dos trabalhadores. O projeto busca corrigir essa distorção e garantir direitos básicos.

Com a aprovação na CEOF, o texto avança para a CCJ, mas o tom negativo persiste: sem implementação efetiva, milhares de terceirizados continuarão sofrendo com jornadas desumanas. A sociedade cobra agilidade para que essa correção não se torne apenas mais uma promessa vazia na Câmara Legislativa.

Conteúdos relacionados

Fachin se reúne com Alcolumbre para acelerar regulamentação do teto remuneratório

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin reuniu-se com o presidente...

Decreto de condomínios no DF fere direito de propriedade e intimidade

A audiência pública realizada na tarde desta terça-feira, 26 de maio de...

Psicólogo do DF vence prêmio nacional por projeto de acolhimento a estudantes LGBTQIA+

O psicólogo Vinicius Mota, do Cemeit de Taguatinga, recebeu destaque nacional na...

Câmara do DF expõe abandono de superdotados na rede pública de ensino

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou nesta terça-feira, 26 de maio...