O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, divulgou nota oficial no sábado, 11 de julho de 2026, criticando a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu o registro do Partido Liberal por supostas irregularidades em contas e recursos. A medida atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República e foi classificada por Motta como intervenção indevida do Judiciário na atividade política. A suspensão também envolveu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Argumentos contra a suspensão
Motta afirmou que a decisão criminaliza a atividade partidária e fere o princípio da separação de poderes. Ele destacou que o Judiciário não deve interferir em questões internas dos partidos sem evidências claras de irregularidades graves. A nota oficial enfatiza a necessidade de preservar a autonomia das legendas políticas no Brasil.
Repercussão no cenário político
A medida gerou debates sobre os limites entre o Judiciário e os partidos. Hugo Motta cobrou maior diálogo institucional para evitar conflitos entre poderes. O episódio reforça tensões recentes envolvendo a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal em fiscalizações partidárias.
A decisão do ministro Flávio Dino é inaceitável e representa uma indevida intervenção do Judiciário na atividade política. Não se pode criminalizar a atividade partidária.
Hugo Motta
Especialistas aguardam os próximos passos do PL para recorrer da suspensão e regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral. O caso pode influenciar outras legendas que enfrentam investigações semelhantes.