segunda-feira , 12 outubro 2026
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Advogado de Bolsonaro recebe condenação por injúria racial em caso de ofensa a atendente

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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou Frederick Wassef, advogado de Jair Bolsonaro (PL), a 1 ano e 9 meses de prisão em regime aberto por injúria racial. O caso remete a novembro de 2020, quando Wassef, insatisfeito com o atendimento e a qualidade da pizza em uma unidade da Pizza Hut no Píer 21, no Lago Sul, dirigiu ofensas racistas a uma atendente negra, chamando-a de “macaca” e afirmando “você come o que te derem”. De acordo com os autos, o juiz Omar Dantas Lima, da 3ª Vara Criminal, considerou que as provas confirmaram a desqualificação da vítima em razão da cor de sua pele, ferindo sua dignidade com expressões carregadas de aviltamento. O magistrado destacou que a conduta de Wassef extrapola a normalidade, especialmente por se tratar de um advogado criminalista com maior percepção da gravidade de tais atos, e que o incidente ocorreu em ambiente público de trabalho, causando cicatrizes emocionais evidentes na vítima, como medo e alteração de comportamento.

Na sentença, o juiz enfatizou que o crime de injúria racial é formal e doloso, exigindo a intenção de atingir a honra subjetiva da vítima, o que foi comprovado por testemunhas coesas, incluindo o gerente e outros funcionários da pizzaria, que relataram o abalo emocional da jovem. Wassef, em sua defesa, negou as ofensas e alegou ser vítima de uma “engenharia criminosa” orquestrada por adversários políticos, mas o juiz rejeitou essa hipótese por falta de provas, apontando inconsistências nos depoimentos da defesa. Como réu primário, a pena foi substituída por duas medidas restritivas de direitos, com possibilidade de recurso em liberdade, além do pagamento de R$ 6 mil por danos morais à vítima.

Apesar da condenação por injúria racial, Wassef foi absolvido das acusações de racismo e vias de fato relacionadas a um episódio anterior, em outubro de 2020, contra a mesma atendente, onde supostamente a teria arrastado pelo braço e humilhado, jogando uma caixa de pizza no chão. O Ministério Público pediu a absolvição por insuficiência de provas, o que foi acolhido pela Justiça. Em nota, os advogados de Wassef afirmaram que buscarão a absolvição integral no Tribunal de Justiça, confiantes na inocência do cliente.

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