A Câmara Legislativa do Distrito Federal inaugura na próxima terça-feira uma exposição que expõe as feridas abertas da sociedade brasileira, com obras que denunciam violações de direitos humanos, racismo estrutural e ameaças à democracia em um momento de fragilidade institucional.
Exposição destaca lutas silenciadas
Com 23 peças selecionadas entre mais de 400 inscrições vindas de 23 estados e do próprio Distrito Federal, a mostra “Linhas da Resistência” ocupa o hall de entrada da CLDF a partir das 19h do dia 3 de junho. Técnicas como gravura, pintura, colagem, fotografia e arte digital compõem o projeto “Resistências Contemporâneas”, curado por Mario Chagas e Rita Oliveira sob coordenação de Cristiana Rodrigues. A visitação gratuita segue até 30 de junho, de segunda a sexta, das 8h às 18h, mas o acesso limitado ao prédio legislativo reforça o distanciamento entre a população e esses debates urgentes.
O deputado Gabriel Magno (PT) defende a iniciativa como forma de ampliar visibilidade para pautas ambientais e antirracistas, porém a própria necessidade da exposição revela a insuficiência das políticas públicas atuais para conter retrocessos nesses campos.
Arte reflete crise democrática
Em vez de celebrar avanços, as obras expostas funcionam como registro de resistências diante de ameaças persistentes à memória coletiva e ao meio ambiente. A curadoria optou por trabalhos que confrontam silenciamentos históricos, evidenciando que o espaço legislativo ainda serve mais como palco de denúncias do que de soluções concretas.
A arte tem o poder de sensibilizar, provocar reflexões e fortalecer a memória coletiva. Esta mostra é uma oportunidade para que a população entre em contato com narrativas que muitas vezes são silenciadas
Deputado Gabriel Magno (PT)