segunda-feira , 2 março 2026
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Exame revela lesões recentes em soldado que confessou feminicídio de cabo do Exército

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O exame de corpo de delito realizado no soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, que confessou o assassinato da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, indicou a presença de lesões contundentes recentes em várias partes do corpo. De acordo com a perícia do departamento de Polícia Técnica da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), foram identificadas escoriações avermelhadas no quadrante inferior do abdômen à direita, escoriações lineares com crosta hemática no antebraço direito e na região lombar à esquerda, além de uma equimose avermelhada sobre a coluna dorsal. Apesar das lesões, o militar afirmou não ter sofrido qualquer agressão, e o exame confirmou que ele se encontra em bom estado geral, consciente e orientado. O delegado Paulo Noritika destacou que não há indícios de luta corporal com a vítima, que foi encontrada sentada e com o corpo carbonizado no local do crime.

Maria de Lourdes Freire Matos era cabo do Exército Brasileiro, tendo ingressado na instituição há cinco meses como musicista no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), em Brasília. Segundo o depoimento de Kelvin Barros à PCDF, o crime ocorreu após uma discussão entre os dois, que mantinham um relacionamento. Ele alegou que a vítima o ameaçou com uma arma de fogo ao exigir que ele terminasse com sua namorada atual e a assumisse publicamente, conforme prometido. O soldado relatou ter segurado a pistola enquanto ela tentava municiá-la, e então pegou a faca militar da cintura dela, desferindo um golpe profundo no pescoço. A arma branca foi encontrada no local da lesão, e, em seguida, ele ateou fogo ao ambiente usando um isqueiro e álcool, fugindo com a pistola, da qual se desfez posteriormente.

A prisão em flagrante de Kelvin Barros foi convertida em preventiva após audiência de custódia no Núcleo de Audiências de Custódia (NAC), e ele será expulso do Exército. O caso, classificado como feminicídio, ocorreu no quartel do RCG e foi descoberto por militares do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que apagaram as chamas. As lesões contundentes no suspeito, causadas por impactos de objetos sem ponta afiada, foram descritas como recentes e não antigas, mas não alteram a ausência de evidências de confronto direto com a vítima, conforme apontado pela investigação.

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