O preço da gasolina subiu cerca de R$ 0,30 por litro em uma semana nos postos do Distrito Federal, conforme dados coletados em várias Regiões Administrativas. Moradores que dependem de transporte próprio relatam dificuldades para manter a rotina diária, enquanto revendedores atribuem o reajuste ao aumento nos custos de aquisição nas distribuidoras. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis confirma que o mercado opera com liberdade de preços.
Impacto no dia a dia dos motoristas
O estudante Vitor Simões, residente no Distrito Federal, descreve as consequências práticas do aumento. Ele precisa ajustar hábitos para controlar gastos com combustível.
Vou gastar uns 100 conto a mais para poder encher o tanque
Vitor Simões
Eu ando mais devagar para tentar fazer mais quilometragem. E algumas vezes eu fico sem carro
Vitor Simões
Simões também evita o etanol por experiências anteriores negativas com o combustível alternativo.
Justificativa dos revendedores
Representantes do setor explicam que o repasse é necessário para manter a viabilidade das operações. O Sindicombustíveis-DF, por meio de Tavares, destaca que os postos receberam o produto mais caro nas distribuidoras e precisaram ajustar os valores finais.
Os revendedores receberam a gasolina mais cara nas distribuidoras e precisaram ajustar a tabela final para manter a viabilidade das operações
Tavares
Regulação do mercado de combustíveis
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis esclarece que a legislação brasileira permite a livre formação de preços, sem intervenção para definir valores mínimos ou máximos. Essa estrutura de mercado explica os reajustes recentes observados no Distrito Federal.