Na manhã de terça-feira, 22 de setembro de 2026, pais, professores e estudantes do CED 6 de Taguatinga realizaram um protesto em frente à unidade contra o remanejamento de alunos do Ensino Médio e do Ensino Especial para o CEM 5. A Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF) determinou a transferência para viabilizar obras na Escola Classe 26 de Setembro a partir de 2027, o que gerou surpresa e insatisfação na comunidade escolar.
Reação da comunidade escolar
A medida pegou a comunidade de surpresa, pois muitos alunos já haviam sido remanejados anteriormente para evitar o modelo cívico-militar do CEM 5. Os manifestantes usaram cartazes e gritos de protesto para expressar a falta de diálogo e a ausência de alternativas próximas de casa. A decisão afeta especialmente famílias da QNL, que agora enfrentam a perspectiva de percorrer distâncias maiores para garantir a continuidade dos estudos.
Argumentos da secretaria e preocupações dos pais
A SEEDF justificou a reorganização como forma de otimizar os espaços da rede pública durante as obras programadas para 2027. Já os pais e professores contestam a ausência de consulta prévia e o impacto no vínculo entre estudantes e escola. A comunidade destaca que os filhos não podem ser tratados apenas como números e que a mudança desconsidera histórias construídas com os professores ao longo dos anos.
Meu filho é estudante aqui do ensino médio. Ele veio para cá por remanejamento porque quando ele terminou o 9º ano, a escola que seria segmento era o CEM 5. Mas o Centro de Ensino Médio 5 adotou o modelo cívico-militar, que meu filho e nós como família não concordamos. De repente, eu fico sabendo que os alunos daqui vão ser remanejados para o CEM 5. Do que adiantou fazer o remanejamento? Nós da QNL não vamos ter uma opção?
Erica Curado
Se retirarem o Ensino Médio, nós vamos ficar sem opção perto da nossa casa. Há também a questão do vínculo dos estudantes com a escola, há toda uma história com os professores. Nossos filhos não são números, eles são pessoas. Estão tratando eles como se fossem números. É uma falta de respeito imensa.
Erica Curado