Em um escândalo que abala o Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), a técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, presa por suspeita de envolvimento na morte de pacientes, acusa o colega Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, de tentar assassiná-la durante sua recuperação de uma cirurgia bariátrica na UTI. Ambos, junto com outra técnica, Marcela Camilly Alves da Silva, permanecem detidos em 2026, enquanto a investigação aprofunda as motivações por trás de atos que resultaram na morte de três pacientes. O caso expõe falhas graves na gestão hospitalar, questionando como profissionais com supostas intenções criminosas operavam livremente.
Acusações e contra-acusações na UTI
Amanda alega que, internada em 3 de dezembro de 2025, Marcos administrou uma medicação que provocou forte aceleração cardíaca, em uma aparente tentativa de homicídio. A intervenção da enfermeira chefe evitou o pior, mas o episódio revela um ambiente tóxico no hospital, onde relacionamentos extraconjugais podem ter influenciado atos criminosos. Amanda, que começou a trabalhar no local em janeiro de 2025, se diz enganada e manipulada por Marcos, que mentia durante o relacionamento.
“Ela disse se sentir enganada e manipulada por Marcos porque ele mentia muito durante o relacionamento”
— Liomar Torres (advogado).
Detalhes das mortes suspeitas
Os suspeitos enfrentam acusações por aplicar detergente ou medicação inadequada a pacientes, levando às mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33 anos, e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. O hospital denunciou as circunstâncias atípicas, mas a demora em agir levanta críticas sobre a vigilância interna. Motivações permanecem sob investigação, mas o caso critica a falta de protocolos rigorosos em instituições de saúde.
“O Marcus tem que parar de fazer isso de ter acesso e regalia ao ambiente”
— Enfermeira chefe de plantão.
Declarações e posicionamentos
O advogado Liomar Torres defende Amanda, argumentando que imagens de câmeras são seletivas e não provam culpa. Em uma postagem anterior, Amanda expressou gratidão à equipe da UTI, ironicamente destacando o time que agora está no centro do escândalo. Prisões recentes em 2026 intensificam o escrutínio sobre o Hospital Anchieta, expondo riscos à segurança dos pacientes.
“As imagens não provam nada e são seletivas”
— Liomar Torres (advogado).
“Foram dias difíceis com muitos esforços. Também com muitos sorrisos e lágrimas, mas em todos eles estive nas mãos da MINHA equipe UTI Anchieta, daqueles que não me deixaram enfraquecer. Estou de alta como paciente, mas retorno em breve para somar novamente em equipe. Faltaram muitas pessoas nas fotos, mas registro aqui minha total GRATIDÃO a TODOS. Esse é o meu time”
— Amanda Rodrigues de Sousa.