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TJDFT eleva a R$ 350 mil indenização contra GDF por ferimentos de menina em parquinho negligenciado

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Parquinho público negligenciado em Brasília com equipamentos quebrados e mato alto, representando falha de manutenção do GDF.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aumentou para R$ 350 mil a indenização que o Governo do Distrito Federal (GDF) deve pagar à família de Maria Helloísa de Souza, uma menina de 10 anos que sofreu ferimentos graves no couro cabeludo em um acidente em parquinho público de Santa Maria. O incidente, ocorrido na noite de 3 de setembro de 2024, expõe falhas graves na manutenção de equipamentos públicos, levantando críticas sobre a negligência do GDF em garantir a segurança de crianças. A mãe, Ana Beatriz de Souza, soube da decisão judicial ontem, 14 de janeiro de 2026, por meio de redes sociais, e expressou alívio diante das sequelas psicológicas que a filha ainda enfrenta.

Detalhes do acidente

O acidente aconteceu quando o cabelo de Maria Helloísa ficou preso nos parafusos de um brinquedo giratório no parquinho de Santa Maria, no Distrito Federal. Os ferimentos foram graves, afetando o couro cabeludo e parte da sobrancelha, que não cresce mais. A recuperação física envolveu tratamentos como oxigenoterapia hiperbárica, mas as sequelas psicológicas persistem, destacando a gravidade do trauma para uma criança de apenas 10 anos.

Hoje em dia ela está bem, o cabelo dela cresceu novamente, graças a Deus. Foi tudo recuperado e colocado no lugar novamente. A parte da cicatriz ficou que ficou bem na parte do rosto dela abaixo da sobrancelha.

Ana Beatriz de Souza

Decisão judicial e responsabilidade do GDF

O TJDFT determinou o aumento da indenização, reconhecendo a responsabilidade do GDF pela falha de segurança no brinquedo. Como medida cautelar, os equipamentos foram retirados do local, mas críticos apontam que isso não corrige a negligência sistêmica na manutenção de parquinhos públicos. A decisão recente, divulgada em 2026, reforça a necessidade de maior fiscalização para prevenir acidentes semelhantes, questionando a eficiência das políticas de segurança do governo local.

Fui pega de surpresa ontem pela publicação no Instagram e entrei em contato com o advogado. Fiquei muito feliz por conta que o acidente da Helloísa foi um acidente bem grave e a gente teve que correr atrás de muita coisa.

Ana Beatriz de Souza

Impacto na família e sequelas

Ana Beatriz de Souza descreveu o acidente como “gravíssimo” e assustador para quem presenciou. Embora Maria Helloísa se recupere fisicamente, as marcas emocionais e a cicatriz facial demandam intervenções futuras, como reconstrução da sobrancelha. A indenização de R$ 350 mil deve auxiliar nesses custos, mas não apaga a crítica à ineficácia do GDF em proteger os cidadãos, especialmente crianças em espaços públicos.

Ela teve parte da sobrancelha afetada, que não nasce mais. Esse dinheiro vai possibilitar reconstruir isso. O acidente dela foi gravíssimo. Para quem estava ali e presenciou a hora do acidente foi bem assustador também.

Ana Beatriz de Souza

Lições e críticas

Esse caso ilustra a urgência de reformas em parquinhos públicos no Distrito Federal, com o GDF sob escrutínio por priorizar outros setores em detrimento da segurança infantil. Enquanto a família busca justiça, a sociedade cobra ações preventivas para evitar tragédias semelhantes. Em 2026, decisões como essa do TJDFT servem de alerta, mas a verdadeira mudança depende de investimentos reais em manutenção e fiscalização.

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