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Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal com vigilância permanente da PF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral, programada para ocorrer durante o feriado de Natal. A decisão veio após um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e uma perícia do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que confirmou a necessidade do procedimento, embora eletivo. Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, será transferido ao Hospital DF Star para exames preparatórios nesta data e operado amanhã. A medida judicial enfatiza a discrição no transporte e na segurança, com desembarque pela garagem do hospital e vigilância contínua pela PF, incluindo equipes de prontidão e no mínimo dois agentes na porta do quarto.

A decisão de Moraes impõe restrições rigorosas durante a internação, como a proibição de aparelhos eletrônicos no quarto, exceto equipamentos médicos, e a autorização para visitas apenas com permissão judicial. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderá acompanhar o ex-presidente conforme as regras hospitalares. O laudo pericial indica que a hérnia bilateral causa inchaço, dor e desconforto, especialmente em esforços, e recomenda a cirurgia, que pode ser realizada por via aberta ou laparoscópica, dependendo do histórico de cirurgias abdominais de Bolsonaro. Além disso, há indicação de um bloqueio do nervo frênico para tratar soluços persistentes, exigindo coordenação cuidadosa pela equipe médica para evitar impactos respiratórios.

O procurador-geral Paulo Gonet, da PGR, não se opôs à cirurgia no Natal, facilitando a autorização. Após a alta, Bolsonaro retornará imediatamente à custódia da PF sob as mesmas condições de segurança. O coloproctologista Danilo Munhóz destacou que o procedimento bilateral requer maior cuidado, com maior tempo cirúrgico e risco de dor pós-operatória, e que o histórico de cirurgias prévias pode influenciar a escolha da técnica para minimizar complicações.

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