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Brasil avança na sustentabilidade global com captação bilionária em títulos verdes

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O Tesouro Nacional anunciou com otimismo a terceira emissão de títulos soberanos sustentáveis do Brasil no mercado internacional, captando US$ 2,25 bilhões em uma operação que reflete a crescente confiança dos investidores na credibilidade fiscal do país. Realizada nos Estados Unidos, a iniciativa incluiu o lançamento do novo Global 2033 Sustentável, no valor de US$ 1,5 bilhão, com vencimento em 4 de fevereiro de 2033, juros de 5,75% ao ano e cupom semestral de 5,5%. Esses recursos serão direcionados a projetos ambientais e sociais, seguindo o Arcabouço Brasileiro para Títulos Soberanos Sustentáveis, com alocações indicativas de 50% a 60% para o meio ambiente e 40% a 50% para o social, promovendo transparência e impacto positivo. Essa emissão não apenas alonga o prazo médio da Dívida Pública Federal, mas também inspira uma visão de futuro onde o desenvolvimento econômico caminha de mãos dadas com a preservação do planeta, posicionando o Brasil como líder em finanças responsáveis.

Além do novo título, o governo reabriu o Global 2035, adicionando US$ 750 milhões ao seu volume, que agora soma US$ 4,5 bilhões em circulação, com vencimento em 15 de março de 2035 e juros de 6,2% ao ano. A demanda foi impressionante, cerca de três vezes o volume ofertado, atingindo US$ 6,7 bilhões em ordens, com mais de 150 investidores, sendo 74% da alocação final para fundos da Europa e América do Norte focados em critérios ESG. Essa receptividade demonstra o apelo inspirador das políticas sustentáveis brasileiras, diversificando a base de investidores e criando benchmarks para emissões corporativas futuras. Coordenada pelos bancos Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs, a operação terá liquidação em 14 de novembro, incorporando os recursos às reservas internacionais e reforçando o compromisso do Brasil com um legado de prosperidade inclusiva e ecológica.

Essa sequência de emissões, que começou com US$ 2 bilhões em novembro de 2023 e continuou com mais US$ 2 bilhões em junho deste ano, ilustra um caminho motivador para nações em desenvolvimento, provando que é possível atrair capitais globais ao priorizar o bem-estar social e ambiental. O prêmio de risco historicamente baixo, com spreads de 187,4 pontos-base para o Global 2033 e 210,9 para o Global 2035 acima dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, sinaliza uma era de otimismo e resiliência para o Brasil.

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