terça-feira , 13 outubro 2026
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Manifestação em Brasília une vozes contra o feminicídio e cobra ações políticas

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Mulheres de diversas regiões do Distrito Federal participaram, neste domingo (7), de uma manifestação pelo fim da violência contra as mulheres, integrada ao Levante Mulheres Vivas, que ocorreu em pelo menos 20 estados além da capital. O protesto, iniciado por volta das 10h na Torre de TV, denunciou o aumento nos casos de feminicídio e criticou as diversas formas de violência que comprometem a liberdade, o respeito e a segurança das mulheres. Mobilizadas por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas, as participantes romperam o silêncio para exigir justiça e rejeitar a impunidade, conforme destacou Ana Carolina Oliveira Tessmann, coordenadora do Levante Mulheres Vivas no DF. Ela enfatizou a união de mulheres de todas as diversidades, autoridades e movimentos sociais em prol da causa, afirmando que a sociedade não tolerará mais perdas. Durante o ato, foram relatadas situações de agressão na capital, com debates sobre a fragilidade da rede de apoio legal, a ausência de políticas públicas e o impacto de discursos de ódio nas redes sociais como agravantes da violência.

Um dos temas centrais foi o feminicídio recente de Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, ocorrido na sexta-feira (5), com Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, como principal suspeito, que a esfaqueou e ateou fogo nela no quartel do Exército. O evento relembrou outros casos, totalizando 26 feminicídios no Distrito Federal neste ano, e contou com a presença de homens apoiando a causa. A primeira-dama Janja Lula da Silva discursou pedindo legislação mais dura contra o feminicídio, criticando a impunidade e cobrando mudanças rápidas no Código Penal, além de políticas públicas efetivas. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, reforçou a necessidade de luta coletiva pela vida e respeito às mulheres, destacando o ato como o início de muitas manifestações nacionais.

Ana Cleia Holanda, de 60 anos, vítima de tentativa de feminicídio em 2020, compartilhou sua história de agressão por um ex-companheiro, que resultou em graves sequelas físicas, e criticou a falta de reparação do Estado e do agressor. Ela lamentou a conversão de seu caso para tentativa de homicídio simples, enfraquecendo a lei de proteção às mulheres na capital. O protesto, com tom político, pressionou o Judiciário por penas mais rigorosas e ações concretas para combater a violência de gênero.

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