A tarde de quinta-feira, 28 de agosto de 2026, marcou a apresentação dos resultados do LesboCenso à Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da CLDF, revelando um cenário alarmante de lesbofobia e violência contra mulheres lésbicas no Brasil. A pesquisa, realizada online entre 2023 e 2024 com 16.773 entrevistadas e apoio de organizações LGBT, expõe a discriminação diária que afeta essa população, frequentemente invisibilizada até mesmo em movimentos sociais. A deputada distrital Dayse Amarilio (PT) e a coordenadora Luma Andrade entregaram os dados durante reunião da comissão, destacando a necessidade urgente de ações concretas.
Urgência de políticas contra a lesbofobia
Os números do LesboCenso evidenciam que a lesbofobia persiste como obstáculo estrutural, gerando impactos diretos na saúde mental e na segurança de milhares de mulheres. A deputada Dayse Amarilio enfatizou que não se trata de abstrações, mas de vidas reais marcadas pela discriminação constante, o que reforça a ineficácia das medidas atuais de proteção. Sem políticas específicas, o ciclo de violência tende a se agravar, deixando a população lésbica desamparada.
Esses números nos mostram a urgência de políticas públicas específicas para a população lésbica. Não estamos falando de abstrações, mas de vidas reais que enfrentam discriminação diária
Dayse Amarilio
Invisibilidade dentro dos próprios movimentos
Luma Andrade, coordenadora do estudo, apontou que o LesboCenso surge justamente para romper o silêncio que cerca essa parcela da comunidade, muitas vezes marginalizada até em espaços de ativismo. A apresentação na CLDF busca pressionar por visibilidade e recursos, mas o tom das discussões revelou frustração com a lentidão das respostas institucionais. Enquanto os dados permanecem sem tradução em ações efetivas, o sofrimento continua.
O LesboCenso nasce da necessidade de visibilizar uma população que muitas vezes é invisibilizada, mesmo dentro dos próprios movimentos sociais
Luma Andrade
A reunião encerrou com cobranças por planos de enfrentamento imediato, sob risco de perpetuar a exclusão que o censo quantificou de forma precisa.