O 4º Encontro de Mestras e Griôs acontece neste sábado, 22 de agosto de 2026, das 14h às 21h, no Batalhão das Artes, em Taguatinga Norte, no Distrito Federal. Promovido pela Casa Moringa, o evento presta homenagem à memória da mestra bordadeira Santina Azevedo e reúne mestras e griôs do Distrito Federal para uma programação cultural intergeracional voltada à preservação de saberes tradicionais. A entrada é gratuita e a classificação é livre, com a noite cultural aberta ao público a partir das 19h.
A programação inclui roda de saberes intergeracional, exibição de documentário, prosa com as mestras, café com quitandas, o espetáculo circense “Herdeiras do Mestre — As Donas do Circo”, apresentado pela Cia. Circo Boneco e Riso, e show de Mestra Martinha do Coco e banda. Tetê Alcântida, artesã e anfitriã do encontro, participa ao lado de Mestra Rosineide Amorim, Rita Amorim, Isabel Amorim e outras guardiãs de conhecimentos ancestrais.
Atividades que valorizam a transmissão de saberes
O encontro cria espaço para diálogo sobre feminismos, ancestralidades e a continuidade de práticas transmitidas entre gerações. A proposta busca incentivar a participação de jovens no registro e na reprodução desses conhecimentos, evitando que se percam com o tempo. A presença de diferentes expressões artísticas e culturais reforça o caráter inclusivo da iniciativa.
Reflexões de Tetê Alcântida sobre o legado cultural
Não existe mestre sem aprendiz. Nós, que somos guardiãs e passadoras de conhecimentos, temos muita sorte de encontrar uma juventude interessada em ouvir nossas histórias, aprender e dar continuidade a esse legado. Se não houver quem queira escutar e reproduzir esses saberes, eles podem se perder com o tempo.
Tetê Alcântida
Daqui a 50 anos, quem vai contar como eram nossos costumes, nossas brincadeiras, nossas comidas, nossas rezas e a maneira como vivíamos? É o registro que vai permitir que essas histórias continuarem existindo. A representação dessa cozinha traz muito da minha história. É um trabalho de resgate da memória do fazer, dos alimentos, das histórias e dos encontros que aconteciam na cozinha. É uma maneira de manter viva uma parte da nossa história e permitir que ela continue sendo contada.