quinta-feira , 20 agosto 2026
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Aluna trans é agredida por adolescentes em escola de Taguatinga

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A agressão foi filmada por alunos e publicada nas redes sociais Material cedido ao Correio - Material cedido ao Correio
A agressão foi filmada por alunos e publicada nas redes sociais Material cedido ao Correio - Material cedido ao Correio

Uma aluna transsexual de 18 anos foi agredida por duas adolescentes no Centro Educacional 2, conhecido como CED 02, em Taguatinga, na tarde de quinta-feira, 13 de agosto de 2026. O ataque ocorreu durante o intervalo escolar, quando a vítima conversava por telefone com a mãe, e resultou em puxões de cabelo, chutes e escoriações. A família atribui o episódio a transfobia, e imagens do incidente circularam nas redes sociais, ampliando a repercussão do caso.

Detalhes do incidente

A vítima foi surpreendida por olhares hostis das agressoras, ambas menores de idade, e sofreu agressões físicas que incluíram perda parcial de cabelo. O fato foi registrado em vídeo e compartilhado online, onde as autoras continuaram a proferir ofensas. A Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga e a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal foram notificadas, mas ainda não divulgaram posicionamento oficial sobre as providências adotadas.

Declarações da família

Natalia Carmo, irmã da vítima, relatou que a aluna percebeu o clima tenso antes do ataque. Ela destacou o constrangimento enfrentado pela jovem após o episódio. As agressoras foram levadas à delegacia, mas uma delas manteve postagens com conteúdo transfóbico após ser liberada.

Ela ligou para a nossa mãe e falou que estava sentindo um clima esquisito, que estava percebendo olhares estranhos por parte das agressoras.

Natalia Carmo

Mesmo na delegacia, uma das agressoras continuou ameaçando a gente. Depois que elas foram liberadas, a mesma menina realizou postagens nas redes sociais com frases com teor transfóbico.

Natalia Carmo

Repercussão e cobranças

A família cobra medidas mais rigorosas, como a transferência ou expulsão das envolvidas, e questiona a entrada de pessoas não matriculadas na unidade. A vítima permanece envergonhada e traumatizada pelo ocorrido, segundo relatos da irmã. O caso reforça discussões sobre segurança e inclusão em ambientes escolares do Distrito Federal.

Ela está envergonhada. Ela foi agredida por ser quem é, e se sente envergonhada. É muito triste.

Natalia Carmo

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