segunda-feira , 1 junho 2026
Início Segurança Operação Sem Reservas prende seis em esquema de fraudes e lavagem de dinheiro
Segurança

Operação Sem Reservas prende seis em esquema de fraudes e lavagem de dinheiro

182

Seis pessoas foram presas na terceira fase da Operação Sem Reservas, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal para combater um esquema interestadual de estelionato e lavagem de dinheiro. A quadrilha operava clonando sites e perfis de redes sociais de pousadas legítimas em Pirenópolis (GO), induzindo vítimas a fazerem pagamentos antecipados por hospedagens inexistentes. Os valores obtidos eram direcionados para contas de terceiros e lavados por meio de criptomoedas, com movimentações que incluíam casas de câmbio no Paraguai. As prisões ocorreram em Goiânia (GO), Belém (PA) e Taboão da Serra (SP), com apoio das polícias civis locais, elevando o total de detidos para 16 desde o início das investigações, há um ano. A organização tinha uma divisão de tarefas definida, com integrantes ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) atuando como “tripeiros”, responsáveis por alugar contas bancárias e realizar a lavagem.

O esquema movimentou cerca de R$ 13 milhões em lavagem nos últimos dois anos, oriundos de golpes praticados em todo o Brasil, com faturamento diário estimado em R$ 20 mil. A divisão dos lucros era estruturada: 50% para os administradores dos sites clonados, 30% para os “tripeiros” e 20% para quem cedia as contas. Além das prisões, o Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) determinou o bloqueio e a liquidação de criptomoedas vinculadas aos investigados. As fases anteriores da operação incluíram a prisão de três pessoas em novembro de 2024, por administração de sites fraudulentos, e de oito em março deste ano, pela criação das páginas clonadas.

As investigações identificaram 83 vítimas no Distrito Federal, todas lesadas pelos golpes. O delegado-chefe da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), Fernando Cocito, destacou a evolução dos crimes financeiros, afirmando que os golpes migraram para o ambiente virtual, com a lavagem via criptomoedas facilitada pela rapidez das transações globais. A operação reflete os desafios no combate a crimes cibernéticos interestaduais, com impactos em diversos estados.

Conteúdos relacionados

PMDF ignora crises estruturais em sessão de 217 anos

Na manhã de sexta-feira, 29 de maio de 2026, a Câmara Legislativa...

Escorpiões invadem escola em Taguatinga durante reforma no forro

Escorpiões têm aparecido com frequência dentro do Centro de Ensino Médio 1...

Juiz ouve réus e testemunhas em audiências dos homicídios de Thalita e Yan no DF

No Fórum de Taguatinga, no Distrito Federal, duas audiências de instrução ocorreram...

Deputado Eduardo Pedrosa denuncia explosão de pontos de rua no DF, de 50 para mais de 300

O deputado Eduardo Pedrosa criticou duramente a ineficácia das políticas públicas do...