sexta-feira , 17 abril 2026
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Operação Sem Reservas prende seis em esquema de fraudes e lavagem de dinheiro

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Seis pessoas foram presas na terceira fase da Operação Sem Reservas, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal para combater um esquema interestadual de estelionato e lavagem de dinheiro. A quadrilha operava clonando sites e perfis de redes sociais de pousadas legítimas em Pirenópolis (GO), induzindo vítimas a fazerem pagamentos antecipados por hospedagens inexistentes. Os valores obtidos eram direcionados para contas de terceiros e lavados por meio de criptomoedas, com movimentações que incluíam casas de câmbio no Paraguai. As prisões ocorreram em Goiânia (GO), Belém (PA) e Taboão da Serra (SP), com apoio das polícias civis locais, elevando o total de detidos para 16 desde o início das investigações, há um ano. A organização tinha uma divisão de tarefas definida, com integrantes ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) atuando como “tripeiros”, responsáveis por alugar contas bancárias e realizar a lavagem.

O esquema movimentou cerca de R$ 13 milhões em lavagem nos últimos dois anos, oriundos de golpes praticados em todo o Brasil, com faturamento diário estimado em R$ 20 mil. A divisão dos lucros era estruturada: 50% para os administradores dos sites clonados, 30% para os “tripeiros” e 20% para quem cedia as contas. Além das prisões, o Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) determinou o bloqueio e a liquidação de criptomoedas vinculadas aos investigados. As fases anteriores da operação incluíram a prisão de três pessoas em novembro de 2024, por administração de sites fraudulentos, e de oito em março deste ano, pela criação das páginas clonadas.

As investigações identificaram 83 vítimas no Distrito Federal, todas lesadas pelos golpes. O delegado-chefe da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), Fernando Cocito, destacou a evolução dos crimes financeiros, afirmando que os golpes migraram para o ambiente virtual, com a lavagem via criptomoedas facilitada pela rapidez das transações globais. A operação reflete os desafios no combate a crimes cibernéticos interestaduais, com impactos em diversos estados.

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