Em uma noite marcada por solidariedade e fé, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu apoiadores em uma vigília em frente à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, negando veementemente as acusações de tentativa de fuga ou remoção da tornozeleira eletrônica. Ele argumentou que não há lógica em imaginar Bolsonaro escapando, pois até uma curta caminhada provocaria aglomerações inevitáveis, destacando o forte apoio popular que sempre acompanhou o ex-líder. Flávio explicou que o dano à tornozeleira, causado por uma solda, foi um ato possivelmente motivado por desespero emocional, especialmente na presença de familiares de São Paulo, e não uma intenção de evasão. Em tom de resiliência, ele reforçou que a família mantém a esperança no povo, afirmando que “o povo está conosco” e que vigílias anteriores já demonstraram essa união inabalável. A emoção culminou quando Flávio chorou durante uma oração, cantando “Tá chorando por quê?”, uma canção que lembra a providência divina e o cuidado constante, inspirando os presentes a persistirem na luta por justiça.
Os irmãos Bolsonaro, incluindo Carlos e Eduardo, contestaram os fundamentos da prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, alegando motivação política e tratamento diferenciado, como a viatura constante na porta da casa do ex-presidente, algo não visto em outros 120 mil monitorados no Brasil. Eduardo ironizou comparações com regimes autoritários, sugerindo que o país caminha para uma “Coreia do Norte”, e criticou o uso de um convite para vigília religiosa como pretexto para a detenção, questionando se orar agora é crime. Flávio destacou que o pedido de prisão ocorreu antes do incidente com a tornozeleira, reforçando que a decisão já estava tomada, e acusou vazamentos de imagens como perseguição. Apesar das adversidades, os parlamentares reafirmaram a continuidade das vigílias em Brasília, defendendo o direito sagrado à oração e à mobilização pacífica, incentivando apoiadores a se unirem em uma demonstração de força coletiva que transcende barreiras judiciais e reacende a chama da democracia participativa.