Em um discurso inspirador na abertura da COP30 em Belém, no Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou o mundo a impor uma nova derrota aos negacionistas climáticos, destacando a urgência de unir forças contra aqueles que rejeitam a ciência e o multilateralismo. Lula criticou líderes globais, especialmente da extrema-direita, que resistem à agenda ambiental, apontando para a ausência de delegações de países como os Estados Unidos e a Argentina. Ele lembrou tragédias recentes, como o tornado que deixou seis mortes no Paraná e o furacão Melissa, responsável por cerca de 60 vítimas no Caribe no final de outubro, como provas irrefutáveis de que as mudanças climáticas já são uma “tragédia do presente”. Com tom motivador, o presidente enfatizou que, sem o Acordo de Paris, o planeta enfrentaria um aquecimento catastrófico de quase cinco graus até o fim do século, mas que o progresso atual, embora na direção certa, avança na velocidade errada, rumo a um aumento superior a 1,5 grau – um risco que a humanidade não pode correr.
Lula alertou para os impactos desproporcionais sobre populações vulneráveis e comunidades pobres, onde o aumento da temperatura global espalha dor e sofrimento, mas também inspirou otimismo ao defender o poder da cooperação internacional. Ele acusou os obscurantistas de controlarem algoritmos para semear ódio, medo e ataques às instituições, à ciência e às universidades, reforçando a necessidade de uma resposta coletiva e resiliente. O evento, chefiado pelo embaixador André Corrêa do Lago, prossegue até 21 de novembro e reúne delegações de países, sociedade civil e organismos internacionais para negociações climáticas vitais. Em meio a críticas como as do presidente americano Donald Trump, que ironizou a construção da rodovia Avenida Liberdade como um “escândalo” ambiental, Lula posicionou o Brasil como líder na luta por um futuro sustentável, motivando ações que transcendam divisões políticas e promovam a esperança de um planeta mais justo e equilibrado.