Parlamentares da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da CLDF derrubaram 16 vetos do governador Ibaneis Rocha ao PLDO para 2027 na terça-feira, 1º de setembro de 2026, mantendo apenas 22 e criando mais atrito entre os poderes no Distrito Federal. A decisão da CEOF, que agora segue para votação em dois turnos no Plenário, representa um revés significativo para o Executivo, que perde influência sobre a definição das prioridades orçamentárias.
Conflito de poderes ganha força no legislativo
Deputados da CLDF justificaram a derrubada dos vetos como forma de ampliar a participação do Legislativo na alocação de recursos, mas o movimento expõe tensões crescentes com o governador Ibaneis Rocha. A CEOF apreciou os vetos parciais e optou por reverter parte das propostas do Executivo, o que pode complicar a execução orçamentária no próximo ano. O resultado sinaliza que o Planalto local enfrenta resistências internas que ameaçam a coesão administrativa.
Transparência questionada na aplicação de verbas
Embora o objetivo declarado seja aumentar a transparência, a derrubada em massa dos vetos levanta dúvidas sobre a real eficiência do processo decisório. Com 16 vetos rejeitados, o texto original do PLDO volta ao centro das atenções e pode gerar impasses na votação plenária. Críticos apontam que a medida amplia o controle legislativo, mas reduz a margem de manobra do governador para ajustes necessários em meio a desafios fiscais do Distrito Federal.
Nossa intenção não é criar dificuldades para o Executivo, mas assegurar que o dinheiro público seja aplicado de forma mais democrática e transparente.
deputado Gabriel Magno (PT)
O desfecho final dependerá da votação em dois turnos no Plenário da CLDF, onde o embate entre Executivo e Legislativo tende a se intensificar nas próximas semanas. A manutenção de apenas 22 vetos reforça o desgaste político de Ibaneis Rocha e antecipa dificuldades para a gestão orçamentária em 2027.