Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, utilizou o Instagram para defender a prisão domiciliar de seu marido após sua primeira noite detido na Papudinha, em 16 de janeiro de 2026. Em uma postagem rapidamente apagada, ela pediu união familiar e criticou o que considera uma injustiça, mencionando as condições da Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar. A manifestação ocorre em meio à pena de 27 anos e 3 meses imposta por Alexandre de Moraes devido a uma trama golpista, transferindo Bolsonaro para a prisão em 15 de janeiro.
Michelle Bolsonaro apela por prisão domiciliar
A ex-primeira-dama expressou desejo humanitário para que Bolsonaro cumpra a pena em casa, destacando que “o lugar do meu marido é em casa”. Ela argumentou pela união da família, incluindo filhas e enteados, apesar das condições supostamente melhores na Papudinha. No entanto, a postagem foi deletada minutos após a publicação, levantando questionamentos sobre a pressão externa ou interna que motivou a remoção.
O lugar do meu marido é em casa. É lá que ele deveria estar.
Crítica à injustiça e pedido de não julgamento
Michelle Bolsonaro contestou a decisão judicial, alegando injustiça e pedindo que apoiadores não a julguem pessoalmente. Ela enfatizou a necessidade de evitar rótulos políticos ou julgamentos apressados, direcionando o apelo a quem “ama e defende” Bolsonaro como líder. Essa abordagem revela uma tentativa de equilibrar apoio familiar com a imagem pública, em um momento crítico para o bolsonarismo.
Aqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política.
Contexto da prisão e implicações políticas
A transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha marca um capítulo controverso na política brasileira de 2026, com a pena relacionada a acusações de trama golpista. Michelle busca prisão domiciliar humanitária, mas a ação no Instagram e sua rápida exclusão sugerem instabilidade no discurso familiar. Críticos questionam se essa estratégia fortalece ou enfraquece a defesa de Bolsonaro, especialmente em um ano eleitoral sensível.
Reações e perspectivas futuras
A postagem apagada pode indicar hesitação em enfrentar o escrutínio público, enquanto apoiadores veem nela um chamado à solidariedade. No entanto, a crítica à injustiça judicial ignora o contexto legal, potencializando divisões sociais. Com o caso em andamento, resta observar se apelos como esse influenciarão decisões do Judiciário ou o debate público sobre a pena de Bolsonaro.