No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha anunciou a necessidade de cortes drásticos nos gastos do Governo do Distrito Federal (GDF) em meio a alegadas dificuldades financeiras e queda na arrecadação de impostos como ICMS e ISS. A medida, que deve ser implementada nos próximos meses até abril de 2026, surge em um momento de transição política, com a desincompatibilização de Ibaneis prevista para o mesmo período, abrindo caminho para Celina Leão assumir o cargo. No entanto, a Associação dos Auditores Fiscais da Receita do DF (AAFIT) rebateu duramente as justificativas, afirmando que a arrecadação tributária tem crescido, o que coloca em xeque as explicações do governador.
Anúncio de cortes e justificativas do governador
Ibaneis Rocha instruiu as secretarias do GDF a identificarem áreas para redução de despesas, com um decreto limitando os gastos a 1/12 do orçamento no início de 2026. Ele atribui a crise ao desaquecimento econômico, alta taxa de juros e descontrole fiscal do Governo Federal, criticando o presidente Lula por ignorar a situação. Essa visão crítica do governador destaca uma suposta ineficiência federal, mas ignora fatores internos que podem estar agravando o quadro no DF.
“A situação está difícil. Vamos ter de fazer um aperto nos gastos do governo”
“Só o Lula não quer ver isso”
Resposta contundente da AAFIT
A AAFIT emitiu uma nota oficial em 9 de janeiro de 2026, contestando as alegações de Ibaneis e apontando que a arrecadação tem se mantido pujante, com crescimento positivo. A associação sugere que a piora nas contas públicas pode estar ligada a outros fatores, como a possível crise no BRB/Master, e não à queda nos impostos. Essa divergência revela uma tensão entre o executivo e os auditores fiscais, questionando a transparência das finanças distritais.
“Essa não é a causa da piora nas contas públicas do DF”
“A realidade aponta justamente no sentido contrário: a arrecadação tem se mantido pujante e em crescimento, sendo um fator positivo para os cofres distritais.”
Contexto econômico e implicações futuras
Em Brasília, o debate sobre as finanças do DF ganha relevância em 2026, ano de possíveis eleições e ajustes orçamentários. Ibaneis, ao retornar de viagem, prometeu analisar os cortes em todas as áreas, o que pode afetar serviços públicos essenciais. A crítica à gestão federal adiciona um tom político, mas a refutação da AAFIT sugere que o problema pode ser mais estrutural, exigindo uma auditoria mais profunda para evitar impactos negativos na população.
“Quando eu voltar de viagem, vou analisar isso. O que sei é que vamos precisar cortar em todas as áreas”
Perspectivas para o DF
Com a sucessão de Celina Leão no horizonte, os cortes propostos por Ibaneis Rocha podem moldar o legado de sua administração, mas a contestação da AAFIT levanta dúvidas sobre a veracidade das justificativas. Em um cenário de crescimento na arrecadação tributária, como alegado pelos auditores, o GDF precisa equilibrar austeridade com transparência para manter a confiança pública. Essa controvérsia destaca a necessidade de uma gestão fiscal mais rigorosa no Distrito Federal, evitando que disputas internas prejudiquem o desenvolvimento local.