O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante uma reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, que o governo federal encerrou o ano com um balanço positivo na relação com o Congresso Nacional, mesmo diante de um cenário inicialmente adverso. Em sua declaração, Lula agradeceu aos aliados e líderes partidários, como Randolfe, o senador Jaques Wagner e Guimarães, pela contribuição na aprovação de pautas estratégicas. Ele lembrou que o início do mandato foi marcado por dificuldades e incertezas, descrevendo a situação como “quase impossível” no momento da posse. Apesar disso, o presidente destacou a importância do diálogo institucional com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, que viabilizou votações relevantes por meio de negociações democráticas.
Lula enfatizou que a negociação é essencial no processo democrático, envolvendo concessões quando necessárias e firmeza em pontos cruciais, sempre priorizando o interesse da população brasileira. Ele mencionou relações amigáveis com figuras como Hugo Motta, Lira, Pacheco e Alcolumbre, expressando gratidão pelo apoio ao longo dos três anos. O presidente avaliou que, mesmo em momentos de conflito, o diálogo deve prevalecer, e considerou o desempenho do governo no Legislativo como incomum, dada a correlação de forças no Parlamento. “Eu não conheço na história um governo que conseguiu, em um Congresso adverso como esse agora, aprovar metade do que nós aprovamos”, frisou.
Para Lula, os resultados obtidos representam a vitória do multilateralismo, da paciência e da conversa, elementos que, segundo ele, serão fundamentais para governar o país. Essa abordagem, centrada na negociação, permitiu superar obstáculos e avançar em agendas prioritárias, reforçando a importância de uma articulação política focada no bem-estar coletivo.