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Acordo de Paris faz 10 anos: mundo ainda longe da meta climática

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O Acordo de Paris, principal tratado internacional para combater a crise climática, completa 10 anos nesta sexta-feira (12). Adotado na COP21 em 2015 por 195 Estados Partes e em vigor desde 2016, o pacto estabeleceu um compromisso global vinculativo para limitar o aquecimento global, com meta de não ultrapassar 1,5 grau Celsius para evitar impactos severos. No entanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que o mundo continua distante desse objetivo, com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicando a necessidade de reduzir as emissões globais em 43% até 2030. O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que o acordo evitou um cenário de aquecimento superior a 4°C, aproximando a trajetória atual de 2,5°C, mas enfatizou a urgência de ações mais rápidas, especialmente após os últimos dez anos serem os mais quentes registrados, marcados por tragédias humanas e destruição ecológica.

Países são pressionados a reforçar suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e acelerar a transição para economias de baixo carbono, com ciclos de cinco anos para atualização de planos que incluem redução de emissões, estratégias de adaptação e neutralidade de carbono. Guterres mencionou a COP30 em Belém, onde houve unanimidade em reconhecer a importância de limitar o aquecimento, e defendeu um plano de aceleração para preencher lacunas em ambição, adaptação e financiamento. O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que o tratado foi decisivo para destravar a ação climática, reduzindo a projeção de aquecimento de 4°C para 2,5°C, mas alertou que ainda é essencial evitar superar 1,5°C.

Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) em 2015, expressou pessimismo, afirmando que é tarde para resolver completamente a mudança climática, mas possível mitigar os piores impactos por meio de reduções responsáveis de emissões e regeneração de ecossistemas. O acordo enfatiza a cooperação internacional, com países desenvolvidos liderando o financiamento climático, transferência de tecnologia e capacitação para nações em desenvolvimento, mais vulneráveis. O Quadro de Transparência Reforçado, obrigatório desde 2024, monitora progressos coletivos rumo às metas de longo prazo.

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