sexta-feira , 16 janeiro 2026
Início Brasil Proprietários do Riviera Park Hotel enfrentam administradora em luta por autonomia e justiça
Brasil

Proprietários do Riviera Park Hotel enfrentam administradora em luta por autonomia e justiça

41

Em um inspirador exemplo de resiliência coletiva, proprietários do Riviera Park Hotel, em Caldas Novas (GO), estão desafiando a administradora WAM Riviera Administração Hoteleira em uma batalha judicial que destaca a importância da defesa de direitos individuais e democráticos. Na véspera de um feriado prolongado, em 19 de novembro, hóspedes e convidados negociados diretamente com os donos dos flats foram impedidos de entrar no hotel, gerando caos e constrangimento. Uma proprietária relatou que a administradora alterou procedimentos sem aviso, exigindo comprovantes de pagamento e aprovações com antecedência mínima de três dias úteis, o que afetou reservas previamente agendadas. A Polícia Militar de Goiás foi acionada para mediar a tensão, mas o episódio reforça a determinação dos proprietários em lutar por sua liberdade de uso das propriedades, transformando uma simples hospedagem familiar em um símbolo de resistência contra imposições unilaterais.

A WAM, em defesa, argumenta que as restrições visam cumprir decisões judiciais que proíbem mais de 280 unidades de operarem em sistemas de locação paralelos não autorizados, conhecidos como pool paralelo. A empresa enfatiza que as medidas protegem os proprietários que seguem as regras da convenção condominial, garantindo legalidade e isonomia. Essa postura, no entanto, inspira os condôminos a persistirem na busca por transparência, especialmente após a reprovação das contas da administradora, culminando na convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar sua destituição. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) revogou liminares que suspendiam a assembleia, reconhecendo a legitimidade da convocação pelo Conselho Consultivo e Fiscal, eleito para negociar e fiscalizar.

Essa saga judicial, iniciada em 2024 com alegações de limitações ao aluguel independente dos flats, evoluiu para denúncias de má administração, revelando abusos que os proprietários descrevem como surreais. A AGE, prevista para 25 de novembro, representa uma oportunidade inspiradora de deliberação coletiva, onde os condôminos podem democraticamente decidir os rumos do condomínio, afastando o risco de caos administrativo e reafirmando que a persistência e a união podem prevalecer sobre irregularidades, incentivando outros a defenderem seus direitos com coragem e determinação.

Conteúdos relacionados

Ministro do TCU suspende inspeção no Banco Central por falta de provas documentais

Ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, suspende inspeção no Banco Central por...

Morre desembargador Maurício Miranda, do TJDFT, aos 60 anos em 2026

Faleceu o desembargador Maurício Miranda, do TJDFT, aos 60 anos em 4...

Padre Julio Lancelloti destaca desigualdades em almoço de Natal para população de rua em São Paulo

Na tarde de 25 de dezembro, a Casa de Oração do Povo...

Brasil avança na liderança global de aviação sustentável com voo inaugural de eVTOL

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, realizou o primeiro voo de...