Em um inspirador exemplo de resiliência coletiva, proprietários do Riviera Park Hotel, em Caldas Novas (GO), estão desafiando a administradora WAM Riviera Administração Hoteleira em uma batalha judicial que destaca a importância da defesa de direitos individuais e democráticos. Na véspera de um feriado prolongado, em 19 de novembro, hóspedes e convidados negociados diretamente com os donos dos flats foram impedidos de entrar no hotel, gerando caos e constrangimento. Uma proprietária relatou que a administradora alterou procedimentos sem aviso, exigindo comprovantes de pagamento e aprovações com antecedência mínima de três dias úteis, o que afetou reservas previamente agendadas. A Polícia Militar de Goiás foi acionada para mediar a tensão, mas o episódio reforça a determinação dos proprietários em lutar por sua liberdade de uso das propriedades, transformando uma simples hospedagem familiar em um símbolo de resistência contra imposições unilaterais.
A WAM, em defesa, argumenta que as restrições visam cumprir decisões judiciais que proíbem mais de 280 unidades de operarem em sistemas de locação paralelos não autorizados, conhecidos como pool paralelo. A empresa enfatiza que as medidas protegem os proprietários que seguem as regras da convenção condominial, garantindo legalidade e isonomia. Essa postura, no entanto, inspira os condôminos a persistirem na busca por transparência, especialmente após a reprovação das contas da administradora, culminando na convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar sua destituição. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) revogou liminares que suspendiam a assembleia, reconhecendo a legitimidade da convocação pelo Conselho Consultivo e Fiscal, eleito para negociar e fiscalizar.
Essa saga judicial, iniciada em 2024 com alegações de limitações ao aluguel independente dos flats, evoluiu para denúncias de má administração, revelando abusos que os proprietários descrevem como surreais. A AGE, prevista para 25 de novembro, representa uma oportunidade inspiradora de deliberação coletiva, onde os condôminos podem democraticamente decidir os rumos do condomínio, afastando o risco de caos administrativo e reafirmando que a persistência e a união podem prevalecer sobre irregularidades, incentivando outros a defenderem seus direitos com coragem e determinação.