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A resiliência contra a covid-19: Sequelas persistem no DF, mas vacinação inspira esperança

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No Distrito Federal, a batalha contra a covid-19 continua a ecoar na vida de milhares, como no depoimento inspirador de Maria Lúcia Vieira de Pádua, técnica de enfermagem de 54 anos que enfrentou a doença três vezes e agora convive com sequelas cardiovasculares e ansiedade. Apesar de vacinada na última infecção em julho deste ano, ela relata depender de medicamentos diários, destacando uma realidade que afeta muitos moradores. Somente em 2025, 35 pessoas morreram pela doença no DF, segundo a Secretaria de Saúde, com 80% dos óbitos entre idosos acima de 70 anos. Foram registrados 444 casos de síndrome respiratória aguda grave, e dos falecidos, 33 estavam vacinados, variando de uma a quatro doses. Regiões como Planaltina e Plano Piloto lideram com cinco casos cada, seguidas por Ceilândia e Taguatinga. Esses números não apenas alertam para os riscos persistentes, mas também inspiram uma mobilização coletiva pela saúde, mostrando que, mesmo após a pandemia, a resiliência humana pode transformar desafios em oportunidades de prevenção.

Especialistas como o infectologista André Bon, do Hospital Brasília, e Julival Ribeiro, do Hospital de Base do DF, reforçam que a vacinação é a chave para conter surtos, com vacinas atualizadas disponíveis na rede pública, alinhadas às melhores práticas internacionais. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, idosos e grupos prioritários, a imunização anual ou semestral para vulneráveis — como imunossuprimidos, indígenas e trabalhadores da saúde — reduz drasticamente o risco de sequelas. Entre 10% e 20% dos infectados desenvolvem covid longa, com sintomas como fadiga crônica, alterações neurológicas e disfunções cardiovasculares, mas tratamentos como fisioterapia e atendimento médico oferecem caminhos de recuperação. A Campanha de Multivacinação recente e estratégias como o Carro da Vacina demonstram o compromisso do governo em ampliar o acesso, inspirando a população a se vacinar e proteger os mais frágeis.

Desde 2020, 968.417 casos e 12.047 mortes foram registrados no DF, mas novas variantes como ômicron e subvariantes como KP.8.1 e XEC demandam vigilância. Como alerta a professora Anamelia Lorenzetti Bocca, da Universidade de Brasília, a vacinação em massa reduziu casos, e doses de reforço geram memória imunológica essencial. Essa narrativa não é de derrota, mas de inspiração: ao priorizar a saúde coletiva, o DF pode superar as sombras da pandemia, construindo um futuro mais forte e unido.

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